Por que apostei em Button

Coluna escrita para a sessão “Text-writer” do site Grande Prêmio – www.grandepremio.com.br

BRUNO MANTOVANI [@bmantovani]

de Serra Negra

Desde que Lewis Hamilton venceu o GP da Alemanha no domingo anterior, meu palpite era que Jenson Button venceria na Hungria e cravei a vitória do inglês campeão de 2009 no BRV (bolão de apostas do edificante Victor Martins, uma espécie de jogo do bicho automobilístico). Era uma aposta arriscada? Não, não era.

Vamos aos fatos: a McLaren melhorou muito na etapa alemã, voltando a andar no ritmo de Red Bull (leia-se Vettel) e Ferrari (leia-se Alonso).

A queda de rendimento dos rubrotaurinos é normal, um relaxamento natural depois do começo massacrante. E a Ferrari, apesar de ter evoluído o carro e melhorado o problema que tinha com o aquecimento dos pneus, ainda sofre com os compostos mais duros da Pirelli. Apostar então num bom rendimento da McLaren não era arriscado. Mas por que Button?

Hamilton é um dos expoentes desta geração. Rápido, arrojado, sem respeito aos limites. Aos limites do carro, da aderência e às vezes da esportividade. Já Button é um piloto da geração anterior, mas não menos qualificado. Rápido em algumas situações, mas muito inteligente em tantas outras. E para vencer nesta pista travada da Hungria, só com muita paciência e inteligência.

Bruno Mantovani

A chuva que veio no domingo só evidenciou a inteligência de Button. Todos largaram com pneus intermediários e depois da luz verde, Jenson atacou Lewis, como poucas vezes fez contra o companheiro de equipe, mas se segurou no terceiro lugar e depois do erro de Vettel, ficou ali em segundo, cozinhando o galo.

Enquanto lá para trás a corrida pegava fogo, literalmente com Heidfeld (esse escapamento da Renault, que fica embaixo da bunda do piloto, não é lá uma das coisas mais seguras), o pessoal da frente só esperava a pista secar para colocar os pneus supermacios.

Então foi todo mundo colocar os pneus com desenhos vermelhos e mais rápidos que os amarelos que duravam mais apesar de um pouco mais lentos. Foi então que, assim como a história da lebre e da tartaruga, a inteligência superou a velocidade. Button simplesmente calçou pneus macios e não precisaria mais parar até o fim da corrida, enquanto seus concorrentes diretos lutavam para tentar abrir um tempo suficiente para fazer uma parada a mais com seus pneus rápidos e de alto desgaste. Ainda contou com a inexplicável ideia de Hamilton, Webber e Barrichello de usarem pneus intermediários no momento que caia tanta água na pista que seria impossível molhar uma folha de papel higiênico. Todos perderam posições importantes.

Button pode não ser o mais rápido entre os pilotos das equipes de ponta, mas, sem dúvida, é o mais inteligente deles. Por isso aposto nele.

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1 Response

  1. Concordo com o Ricardo acima e assino em baixo!Aqui pra ajudar vc a ser mais feliz!Quem sabe agora vc termina o jogo:

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